newsletter

Novas evidências revelam: noites mal dormidas do bebê compromete o desenvolvimento cerebral, emocional e físico

agora

2min de leitura

Estudos internacionais apontam que interrupções frequentes do sono ou duração insuficiente nos primeiros 24 meses de vida estão associados a alterações na estrutura cerebral, no comportamento e no aprendizado — o que reforça a importância de agir cedo.

Privação de sono na infância dobra o risco de atraso no desenvolvimento e distúrbios emocionais, aponta estudo

Segundo uma pesquisa publicada no Journal of Pediatrics, crianças que dormem menos de 10 horas por noite nos dois primeiros anos de vida apresentam maior probabilidade de desenvolver irritabilidade crônica, déficit de atenção e dificuldade de aprendizado. A boa notícia é que, com ajustes simples na rotina e orientação adequada, é possível reverter esse quadro e restabelecer noites tranquilas — tanto para o bebê quanto para quem cuida.

Nos primeiros anos de vida, o cérebro do bebê passa por uma fase de altíssimo crescimento e reorganização: sinapses são formadas, a mielinização avança e os ritmos circadianos começam a se ajustar. Estudos demonstram que bebês que dormem mais horas e com menos despertares apresentam volume maior de substância branca cerebral aos 12 meses de idade. 


Além disso, pesquisas mostram que crianças que têm despertares noturnos frequentes (≥ 3 vezes por noite) apresentam desempenho inferior em testes de desenvolvimento mental comparadas a crianças com padrão de sono mais estável. 


No âmbito emocional e comportamental, a privação ou fragmentação do sono na infância está associada a maior risco de ansiedade, dificuldades de regulação emocional, impulsividade e alterações de humor — o que reforça que o sono não é apenas “descanso”, mas parte integrante da saúde e do desenvolvimento global da criança. 


Do ponto de vista físico, bebês e crianças que não dormem o suficiente ou de forma regular podem ter maior risco de ganho de peso elevado, alterações metabólicas e menor recuperação diária — ainda que as evidências em neonatos e lactentes sejam mais limitadas, elas são consistentes com resultados observados em idades superiores. 


Assim, a mensagem é clara: o sono do seu bebê importa — e importa muito cedo. Quanto antes ajustarmos a rotina, o ambiente e a qualidade do sono, maior a chance de favorecer o desenvolvimento, reduzir o desgaste emocional dos pais e promover um futuro de bem-estar para toda a família.

Se você sente que as noites estão custando demais para a sua família:

Conheça o Plantão do Sono com o Dr. Paulo Costa — um encontro online para mães que desejam transformar o sono do bebê com clareza, cuidado e praticidade.

Doutor

Paulo Costa

Seguir

Sou o Dr. Paulo Costa, médico residente em pediatria (CRM/PR 43491), especialista em cuidados com bebês e crianças pequenas. Mas antes de qualquer título, também sou pai — e sei, na pele, o que é passar noites em claro sem saber mais o que tentar.


Ao longo da minha trajetória atendendo famílias em consultório e no pronto atendimento pediátrico, percebi uma dor silenciosa que une muitos pais: a exaustão causada pela privação de sono. Vi mães e pais chorando no consultório, com medo de que nunca mais fossem dormir bem — e foi aí que decidi fazer mais do que orientar em consultas rápidas. Autor do livro ”dormir bem é possível”, criei esse material para transformar, de verdade, a rotina das famílias. Meu diferencial está no equilíbrio entre rigor científico e uma abordagem acessível, prática e acolhedora.


Gosto de traduzir o que dizem os artigos e recomendações das sociedades médicas para a realidade da família que precisa de ajuda hoje, com uma linguagem leve, empática e descomplicada. Não acredito em fórmulas milagrosas, mas sim em conhecimento aplicado com constância, escuta e respeito.

© 2025 · Dr. Paulo Costa | CRM-PR 43491
Conteúdo educativo. Especialista em Sono Infantil.